A judicialização de sinistros securitários é uma realidade crescente no Brasil. A qualidade da prova médica produzida — tanto pelo segurado quanto pela seguradora — pode ser determinante para o resultado dos processos.
O judiciário brasileiro, especialmente nas varas cíveis e nas turmas de direito do consumidor, tende a ser favorável ao segurado quando há dúvida técnica não esclarecida. Isso torna a documentação técnica da seguradora um elemento estratégico fundamental.
Em processos securitários, a perícia judicial médica é frequentemente determinante. O laudo do perito nomeado pelo juízo pode confirmar ou divergir da análise da seguradora. Seguradoras com boa documentação técnica têm mais condições de influenciar a perícia por meio de quesitos bem formulados e de contestar conclusões que divergem da análise prévia.
A assistência técnica pericial é um recurso subutilizado pelas seguradoras em processos judiciais. Um médico AT designado pela seguradora pode acompanhar a perícia, formular quesitos específicos, analisar criticamente o laudo oficial e subsidiar a contestação técnica.
Documentar com rigor o processo de análise do sinistro — incluindo os documentos analisados, os critérios aplicados e a fundamentação técnica da decisão — é uma prática que protege a seguradora em caso de judicialização. Um dossiê técnico bem organizado demonstra boa-fé e critério na análise.
Por fim, a segunda opinião médico-pericial em casos complexos ou de alto valor é um investimento que pode reduzir significativamente a exposição à judicialização. Decisões embasadas em análise técnica independente são mais defensáveis administrativa e juridicamente.
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