A perícia médica trabalhista é uma etapa decisiva em processos que envolvem doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, incapacidade ou nexo causal. A preparação adequada da empresa pode influenciar diretamente o resultado.
O primeiro passo é reunir toda a documentação de saúde ocupacional: PCMSO com laudos de exames periódicos do trabalhador, PPRA ou PGR atualizado, fichas de fornecimento de EPI, registros de treinamentos, CAT (caso tenha sido emitida), atestados médicos apresentados durante o vínculo e toda a documentação relacionada ao afastamento.
Analise o histórico funcional do trabalhador: qual era a atividade exercida, em quais condições, por quanto tempo e se houve mudanças de função ao longo do tempo. O perito judicial vai buscar essas informações — apresentá-las organizadas e completas facilita uma análise mais precisa.
Contrate um médico assistente técnico antes da realização da perícia. O AT pode formular quesitos estratégicos, orientar a empresa sobre quais documentos apresentar e, após a entrega do laudo, analisar se há pontos contestáveis.
Atenção especial deve ser dada aos exames demissionais. Um exame bem realizado, com avaliação clínica completa e documentação de condições preexistentes, pode ser determinante para afastar ou limitar o nexo causal em uma ação futura.
Evite posturas defensivas excessivas que possam parecer pouco colaborativas com o processo judicial. A empresa deve atuar com transparência técnica, apresentando sua documentação com organização e objetividade. Isso transmite credibilidade ao juízo.
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